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sábado, 25 de março de 2017

'Faz falta o Samu em Salto de Pirapora' - Estadão

Uma reportagem do jornal Estadão de São Paulo

‘Chamou o Samu, não tem erro, é solução rápida’ 

SOROCABA - Na manhã desta quarta-feira, 22, a idosa Maria Terezinha Martins, de 80 anos, passou mal no prédio onde mora, em um condomínio da Vila Angélica, zona norte de Sorocaba. “A pressão caiu, ela ficou mole, não falava coisa com coisa e, como já teve um AVC (acidente vascular cerebral), tive medo dela morrer”, contou a neta Ana Luísa Caçador, de 13 anos. O pai dela e genro da paciente, o técnico em radiologia Eduardo Henrique Caçador, chamou o Samu. “Não deu dez minutos e a ambulância estava aqui na frente.”
Segundo o genro, a idosa já havia sido atendida pelo Samu quando sofreu o AVC. “Chamou o Samu, não tem erro, é solução rápida.” Ele mesmo foi atendido em outra ocasião com pneumonia grave. “Se o socorro não chegasse rápido, teria morrido.”

O zelador Dionísio Foltran, de 68 anos, conta que chamou o serviço quando um amigo começou a ter um enfarte. “Conseguimos, eu e o filho dele, mantê-lo vivo até a chegada da ambulância, que veio em 15 minutos. Fizemos até respiração boca a boca. Ele foi estabilizado e levado até o hospital. Morreu, mas a família teve tempo de se despedir.”

Urgência. O padeiro Divaldo Luiz da Silva, de 39 anos, morador do bairro Ipatinga, em Sorocaba, também acredita que o Samu salvou a vida da filha, Mirela, de 1 ano e meio. “Em janeiro, o peito da bebê trancou e ela não conseguia respirar, estava ficando roxa e entrando em convulsão. A ambulância chegou muito rápido, graças a Deus, e ela foi bem cuidada.” A criança foi atendida por uma unidade de suporte avançado, uma UTI móvel, equipada como uma sala de emergência. Enquanto o veículo se deslocava para o hospital, o médico adotava procedimentos para desbloquear a respiração e monitorar o coração.

Já a caseira Ana Paula de Souza Pedroso, de 37 anos, de Salto de Pirapora, acredita que quase perdeu o filho, Wellington, de 16, porque a cidade não tem o Samu. O rapaz sofreu um acidente de moto no dia 28 de novembro e teve fratura exposta no fêmur. “O resgate chegou em 20 minutos, mas ele foi levado para o hospital da cidade, que não tinha estrutura para atender. A transferência para o Hospital Regional de Sorocaba levou mais de três horas e ele quase morreu. Se fosse o Samu, seria levado direto”, disse. Souza ainda se recupera do acidente.

A prefeitura de Salto de Pirapora informou que não está no Samu por causa do custo, mas estuda a adesão. “Neste momento, o município não dispõe de recursos financeiros para a manutenção desse serviço”, disse, em nota. Sobre o caso do rapaz acidentado, informou que a rede municipal adotou todos os protocolos de atendimento e fez o encaminhamento para Sorocaba.


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