Salto de Pirapora Notícias 2017

Salto de Pirapora Notícias 2017
Clique na imagem!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Comida dos animais do zoo de São Paulo são produzidos em Sorocaba

VOCÊ SABIA?
Fazenda do Zoológico de São Paulo em Salto de Pirapora
A responsabilidade do que come um animal em cativeiro é dos humanos

De onde vêm os alimentos da sua casa? Provavelmente você já foi com os seus pais em um supermercado, feira ou horta. Agora já imaginou onde é que se compra comida para alimentar 3.200 bocas? Esse é o desafio do Parque Zoológico de São Paulo, que com tantos animais precisa de muita comida. Para acabar com a fome dos mais de 3.000 bichos do local, o zoo possui uma fazenda que produz vários tipos de vegetais, e ela fica aqui pertinho, entre Sorocaba, Araçoiaba da Serra e Salto de Pirapora.

Criada em 1983, a Fazenda do Zoo de São Paulo produz cerca de mil toneladas de alimentos por ano. O cardápio dos bichos, de 420 espécies diferentes, inclui 24 tipos de hortaliças, frutas, grãos, raízes e forrageiras. Alguns dos vegetais cultivados na propriedade podem ser encontrados em qualquer supermercado, e você com certeza já os experimentou, como o repolho, a cenoura, a banana, a laranja, o milho e o abacate. Já a catalonha, por exemplo, não é muito comum nos pratos dos humanos, mas é um grande sucesso com os bichos do zoo.

O engenheiro agrônomo da fazenda, Sergio Saliba, explica que a maioria dos herbívoros, que são os animais que só comem vegetais, se alimentam da planta. Alguns dos bichos que adoram a verdura são: o avestruz, o cisne, o camelo, a anta, o pavão, a girafa, o hipopótamo, ursos, chimpanzé, iguana, jabuti, a lhama e o elefante. Ficou com vontade de provar a planta que faz sucesso com tantos animais legais? A catolonha é verde escura e possui um gosto um pouco mais amargo, mas apesar disso Saliba conta que ele mesmo adora comer a verdura. Assim que é colhida, a planta é separada em maços de 2 kg. "Assim, os tratadores do animais já sabem quantos maços cada animal come", diz Saliba.

A horta da fazenda, onde a catalonha é cultivada, possui mais de 7.000 metros quadrados. Em vez de usar regadores para molhar as plantas, a fazenda tem um sistema de irrigação, que através de canos leva água para todas os vegetais. Para espantar pássaros que destroem as plantas, eles utilizam sacolas plásticas coloridas, que ao balançarem com o vento assustam os bichos, desempenhando o papel de um espantalho.

Os animais do zoo também adoram o capim elefante, que é plantado em grande parte da fazenda. O dromedário, o elefante, a girafa, o rinoceronte e o cervo dama se deliciam com a planta. O órix e o waterbuck, são bichos privilegiados, eles podem saborear o capim bem fresquinho, pois moram ali mesmo na fazenda. Segundo o biólogo Tiago Petri, os onze animais ficam aqui na região pois o nosso clima se assemelha mais com o do continente de origem deles, o africano. Além de desfrutar do calor, grande espaço e alimento do local, os animais ainda contam com bastante sossego para se reproduzir. "Será criado aqui na fazenda o Centro de Estudos e Conservação da Fauna (CECFAU). Ele terá como função a reprodução e pesquisa de animais brasileiros ameaçados de extinção", revela Petri.

Outra planta que ocupa uma área muito grande da fazenda é o milho. Ele é utilizado para a produção de uma ração, além de ser oferecido em espiga e em silagem (quando é triturado com espiga e armazenado em silos). A silagem faz parte do cardápio da alpaca, hipopótamo, veado catingueiro, waterbuck, bisão e kudu. Já a espiga do milho é comida pelo babuíno, chimpanzé, orangotango, macaco da noite, mico de cheiro, macaco aranha e bugio. Os grãos são oferecidos para diversas aves, como o pavão, seriema, tachã, urumutum, e mutum.

Na fazenda também são plantadas muitas espécies que servem de forragem: cobrem o recinto e alimentam os animais. Algumas das plantas são o sorgo, capim elefante, guandu e leucena. E tem até cana de açúcar, que é cultivada especialmente para o elefante e o urso. Além de tudo isso, ainda existem vários eucaliptos para a produção de madeiras que são utilizadas na construção dos recintos dos animais do zoo.

Cuidados com o meio ambiente

Um diferencial da fazenda é sua preocupação com o meio ambiente. Ela segue um conjunto de normas chamado ISO 14.001, que inclui plantar muitas árvores na propriedade, especialmente em volta dos córregos. Todo o lixo passa pela coleta seletiva. Uma das técnicas ambientalmente corretas da fazenda é a da adubação orgânica, que ajuda as plantas a se desenvolverem.

Para ensinar como aplicar em casa todas essas ações que ajudam a preservar o planeta, existe o projeto "Fazenda Legal", que recebe crianças de várias idades e as levas em uma trilha que mistura os personagens folclóricos brasileiros e muita informação. O Saci Pererê, por exemplo, ajuda a ensinar a importância das ervas medicinais, pois de acordo com a lenda, o personagem era um grande conhecedor do assunto, além de ser um defensor da matas. Mais informações: (15) 3202.9299. (Supervisão: Helena Gozzano)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Estatísticas de acesso do Blog Adriano Vincler desde: 18/08/2010

Foi quando tudo começou!

Agradeço a todos de Salto de Pirapora e região pelos acessos ao Blog até hoje.

A idéia inicial foi de criar uma página na internet para veicular as informações e fotos de Salto de Pirapora, por muitas vezes procurei fotos e imagens da cidade, e até mesmo notícias, não encontrava nada e a maioria das pessoas não sabiam o que acontecia em nossa cidade. No ano de 2010 para 2011 não existia nenhuma página da internet na cidade com notícias ou informações do interesse da população e dos internautas daqui, de lá para cá outros sites e Blogs surgiram, porém no meu caso o propósito não é fazer concorrência, e sim veicular a informação dentro da cidade, muitas vezes existe a necessidade de "puchar o tapete" para mostrar a sujeira que se esconde por debaixo dele, isso acaba sendo necessário ser feito. O propósito é que as pessoas estejam informadas sobre os fatos, notícias, política, denúncias entre outros assuntos de Salto de Pirapora.

Estatísticas desde: 18/08/2010

Mês                  Acessos únicos   Visitantes repetidos

Ago/2010                86                        105

Set/2010                 98                        136

Out/2010               397                       499

Nov/2010              366                        386

Dez/2010              848                        952

Resumo anual    1.795                     2.078


Estatísticas de 2011

Mês                  Acessos únicos   Visitantes repetidos  


Jan/2011           2.093                      2.435

Fev/2011           3.504                      4.296

Mar/2011          5.046                      6.390

Abr/2011          3.505                       4.310

Mai/2011          4.921                       5.893

Jun/2011          7.429                       8.833

Jul/2011           4.370                        5.160

Ago/2011         6.273                        7.349

Set/2011          6.279                        7.752

Out/2011          6.410                       8.236

Nov/2011         4.870                        6.206

Dez/2011         4.813                        5.845

Resumo anual 59.513                     72.705


Estatísticas de 2012

Mês               Acessos únicos   Visitantes repetidos

Janeiro               8.168                       9.836

Fevereiro           3.937                       4.760

Resumo anual 12.105                     14.596

Resumo Acumulado   73.413         89.456


Quadro de estatísticas - Clique aqui!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Dilma respondeu à canalhice do aborto

" Não fui mulher de Antônio"
Dessa vez, quem liga é Eugênia Câmara, paixão de Castro Alves.

“Ansioso blogueiro, não consigo ficar calada.

Imagine o que a Dilma sofreu na campanha quando disseram que ela era a favor de matar criancinha, que tinha feito aborto a torto e a direito.

Imagine o que uma avó e mãe não teve que suportar em silêncio.

Quem foi que disse que isso era uma canalhice ?

Foi o Ciro, não é mesmo ?

Agora, depois de um ano de sofrer calada, Dilma deu a resposta.

E nomeou a Eleonora Menicucci Ministra das Mulheres.

Ela defende a discussão do aborto, como uma questão de saúde pública.


Se o Brasil fosse uma democracia verdadeira, teria orgulho dessa muher !

Sofrer o que ela sofreu, não mudar de lado, estudar e chegar a Ministra.

E a Dilma ?

Claro que ela sabe tudo o que a Eleonora pensa.

E botou ela no Ministério – por causa das ideias dela.

Não haveria de ser com as ideias da mulher do Serra.

A Dilma vai pagar caro por isso, na eleição.

Essa mesma imprensa calhorda do Brasil – os Estados Unidos são assim ? – vai voltar a dizer que a Dilma é a favor de matar criancinha.

Essa mesma imprensa calhorda vai perseguir o Haddad por causa do kit gay.

Por que a Folha não pergunta à mulher do Serra – que nunca fez aborto, no Brasil – o que achou da nomeação da Ministra.

Essa é uma prova de que a Dilma continua na ‘Torre das Donzelas’.

Nomear a Eleonora foi um tapa sem luva de pelica.

Ansioso blogueiro: para deixar claro. Eu não fui mulher do Antônio. Foi amante.”

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quilombolas usam dialeto para 'falar mal dos outros' em Salto de Pirapora

A cupópia é uma espécie de 'língua secreta' utilizada pela comunidade.

Recurso é usado principalmente na presença de pessoas estranhas.
Regina acredita que cupópia pode acabar
extinta. (Foto: Mayco Geretti/G1)
Você se aproxima de dois quilombolas e palavras à prova de tradução lhe rodeiam, saídas das bocas dos descendentes de escravos do Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de Pirapora, interior de São Paulo. Trata-se da cupópia, um dialeto africano utilizado para comentar coisas que os visitantes não podem saber.


Regina Aparecida Pereira, coordenadora da comunidade, afirma que a língua oferece a comodidade de uma conversa privada, sem que os quilombolas precisem sair de perto dos visitantes. 'Normalmente é para falarmos mal de algo. Nada pejorativo, mas sim sobre suas intenções. É claro que às vezes comentamos que determinada pessoa é esquisita ou algo assim", brinca a quilombola.

Não há professores da cupópia. O aprendizado ocorre no dia-a-dia e depende, fundamentalmente, da força de vontade de quem quer conhecer a língua. "É uma língua que tem um som muito diferente, mas quando se aprende algumas palavras, dá para avançar", afirma Regina.
__________
saiba mais
______________________________
Católicos e evangélicos são maioria em quilombo de Salto de Pirapora
______________________________
Incra devolve 122 hectares de terra a quilombolas de Salto de Pirapora
______________________________
Atualmente cerca de 10 pessoas conhecem o dialeto no Cafundó, onde vivem 24 famílias. Na década de 1970, eram pelo menos 40 pessoas que dominavam o dialeto. Regina afirma que por só ser usada em situações especificas, a cupópia acabou deixando de atrair as novas gerações. O uso secreto de dialetos africanos era usado pelos escravos para tramar planos contra os escravagistas no Brasil Colônia.

O alcance da cupópia


Em 1878 o dono de uma propriedade rural de Sarapuí, a Fazenda Caxambu, que fica na região de Salto de Pirapora, morreu sem deixar descendentes. A propriedade foi herdada por escravos. Na mesma época, formava-se o Cafundó, uma comunidade quilombola integrada por escravos já libertos. Com o casamento de Caetano Manuel de Oliveira, habitante de Caxambu, com Ifigênia, que vivia no Cafundó, o intecâmbio cultural difundiu a cupópia.

Regina explica que palavras como tata (pai) e cumbe (sol) são conhecidas por quase todos os moradores do Cafundó em razão da repetição, porém ela acredita que se não houver um trabalho de resgate da cultura popular do Cafundó, a cupópia está fadada à extinção. "Não podemos forçar um jovem a aprender uma língua. Isso tem que partir deles. Acredito que é uma parte importante de nossa cultura que precisa ser perpetuada."

Artesanato resiste


Apesar de muitos aspectos da cultura do Cafundó estarem se perdendo com o tempo, o artesanato típico resiste. Existe até uma lojinha para os turistas, que nunca saem de mãos vazias nas visitas aos quilombolas. Como matéria-prima para as estátuas, quadros e enfeites são usadas cascas de milho, palha, folhas de bananeira, entre outras. Também há tapeçaria, feita em teares de madeira.

Foto: Adriano Vincler
Camila de Almeida, uma das artesãs, afirma que com o dinheiro das vendas são feitas benfeitorias no Cafundó. "É usado para trocar uma lâmpada, ou comprar cimento para uma obra, enfim, para o que precisar".

Com as terras invadidas por propriedades rurais ao longo das décadas, os moradores do Cafundó abandonaram a lavoura e o artesanato e saíram da comunidade em busca de emprego no comércio e indústria. Com a reintegração de parte das terras anunciada no começo de fevereiro, os quilombolas poderão, após cerca de 40 anos de limitações, voltar a trabalhar em seu território. A intenção é que as pessoas que hoje trabalham na cidade retornem para se dedicar somente à comunidade.
Camila mostra os artesanatos expostos em lojinha que atende os visitantes. (Foto: Mayco Geretti/G1)

Do G1 Sorocaba

Católicos e evangélicos são maioria em quilombo de Salto de Pirapora, SP

No Cafundó, religiões africanas perderam espaço ao longo das décadas.

Umbanda e candomblé tem nos mais velhos principais adeptos.
Maria dança e entoa cânticos religiosos africanos:
tolerância entre crenças. (Foto: Adriano Vincler)
Ao todo são 109 pessoas, integrantes de 24 famílias, que vivem na comunidade quilombola do Cafundó, em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo. Apesar de cultivarem a memória de seu povo, os bisnetos e netos de escravos que vivem cada vez mais se distanciam de seus antepassados. As religiões africanas, que no século 19 eram hegemônicas no Cafundó, hoje são seguidas apenas por algumas pessoas mais velhas que ainda não integram a massa de católicos e evangélicos.


Jovenil Rosa e os irmãos Marcos e Adalto são lideranças da comunidade e explicam que mesmo nas famílias onde a umbanda, o candomblé e suas variantes estão presentes, não há presença de uma religião africana pura, evidenciando o sincretismo religioso presente entre os habitantes do local. "Os cânticos religiosos estão presentes, mas nas casas há estátuas de santos do catolicismo. As pessoas foram sendo influenciadas ao longo das gerações", explica Jovenil.

A festa mais popular do Cafundó, que ocorre a cada mês de maio, é religiosa. Trata-se de uma homenagem com dança e música feita ao longo de vários dias à Santa Cruz, Nossa Senhora e São Benedito. Durante os festejos, cânticos evangélicos, católicos e africanos entoados em um dialeto variante do Banto, fundem-se quando cai a noite.
Foto: Adriano Vincler
Tolerância


Em visita ao Cafundó, a cozinheira Maria do Carmo Cruz Santos Comende, 54 anos, que é moradora da comunidade quilombola de Caçandoquinha, que fica no litoral norte de São Paulo, acredita que a mistura de religiões é uma fenômeno sem volta entre os descendentes de escravos. "O que percebemos é que existe uma tolerância muito grande. Não há conflitos ou uma pessoa tentando persuadir a outra a vir para esta religião, ou voltar para aquela religião. No final das contas, as diferentes religiões são caminhos diferentes para se chegar ao mesmo lugar."

Maria do Carmo afirma que além da influência externa ter persuadido a fé dos quilombolas, o próprio descontentamento dos descendentes de escravos com o que lhes vinha sendo oferecido gerou uma debandada para outras religiões. "Ao longo das décadas, muitos acabaram criando um misticismo exagerado em torno das religiões africanas. Isso era promovido por charlatões, que invariavelmente procuravam obter poder e usar a fé alheia para tirar dinheiro dos quilombolas. Isso acabou repelindo muitos, principalmente os mais jovens."

Os irmãos Jovenil (esq.) e Marcos: numa mesma família, muitas religiões. (Foto: Mayco Geretti/G1)
 Do G1 Sorocaba


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Roberto Eisinger teme que os buracos acabem por romper alguma adutora

Algumas vias receberam intervenções, mas restaram valetas e buracos - Por: ALDO V. SILVA
A falta de manutenção nas ruas de terra do loteamento Portal de Pirapora deixaram expostos diversos trechos da tubulação de água que serve o bairro. Além dos buracos que prejudicam o acesso e fazem com que os veículos atolem, o diretor da Associação de Amigos e Moradores do Portal de Pirapora, Roberto Eisinger, 38 anos, teme que alguma das adutoras seja rompida e a situação piore ainda mais. Eisinger reclamou que enquanto há investimentos na região central e até denúncia do Ministério Público de que a equipe da Prefeitura trabalha em área que seria particular do prefeito Joel Haddad (PDT), o bairro onde ele reside está em má situação de conservação.

Segundo Eisinger, até o início da semana passada o quadro era pior, já que sequer os ônibus do transporte público estavam conseguindo entrar no bairro. Ele diz que na segunda-feira, dia 23, máquinas espalharam um material com pedra que diminui o problema na parte central das principais vias, porém a maioria não recebeu a melhoria. Além disso, naquelas nas quais foi feita a intervenção sobraram os buracos e valetas nas margens. A Prefeitura de Salto de Pirapora informou que a manutenção foi provisoriamente interrompida por causa das chuvas e será retomada assim que o solo estiver menos molhado, possibilitando os reparos. (L.N.)
 
Notícia publicada na edição de 31/01/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Prefeitura Municipal de Salto de Pirapora acata denuncia do Jornal Liberdade

Conforme denunciado  no Jornal Liberdade de Salto de Pirapora na edição de nº. 51 de setembro de 2011, e utilizado como prova pela líder do PT na Câmara Municipal vereadora Magali Canalle, a Prefeitura Municipal de Salto de Pirapora acatou a denuncia e providenciou o caminhão da Manutenção Elétrica com o cesto aéreo para a segurança dos servidores públicos municipais que atuam nessa área.
O jornal flagrou os servidores públicos realizando serviços de colocação de placas de sinalização de trânsito em cima da concha de uma máquina carregadeira, sem qualquer proteção e equipamentos de segurança individual de trabalho, mesmo com riscos de acidentes de trabalho, a Prefeitura não dispõe de técnico de segurança do trabalho para acompanhamento desse tipo de trabalho. Conforme comprovado nas imagens.
A lei federal referente a segurança e medicina do trabalho existe desde 1977.
LEI Nº 6.514, DE 22 DE DEZEMBRO DE 1977.
 
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR!
   
<><><><>
<><><><>
NOVO CAMINHÃO COM O CESTO AÉREO

Com informações do Jornal Liberdade

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Incra devolve 122 hectares de terra à comunidade quilombola de Salto de Pirapora, SP

Área foi tomada por grileiros ao longo das últimas quatro décadas.
Descendentes de escravos vão utilizar espaço para produção rural.
Foto: Adriano Vincler
Cânticos africanos e muita dança marcaram a quinta-feira (2) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo. No local existem pouco mais de 100 pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.

A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.

A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que foi avaliada em R$ 1.248.536,28 e teve a ação ajuizada na 3ª Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao Incra, que desde 2005 buscava a reintegração.

O superintendente regional do Incra-SP, José Giacomo Bacarin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó. “Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Existem 45 comunidades de descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
Foto: Adriano Vincler
Superintendente do Incra conversa com moradores do Cafundó. O superintendente projeta que até o fim de 2013 as outras três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser devolvidas aos quilombolas.

Antena, eucalipto e areia gerarão renda
Na área desapropriada está instalada uma antena de telecomunicações, um eucaliptal usado como matéria-prima por uma indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o superintendente Bacarin, todas poderão continuar funcionando, porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.

Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até 60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área. Já no caso da exploração de areia, o Incra esclarece que 15% de todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.

Em memória dos ancestrais
Foto: Adriano Vincler
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira, uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus antepassados para a recuperação das terras. “Hoje lembro de cada um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente para nossa comunidade.”

O luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.

Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade quilombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam da simplicidade dos moradores do Cafundó. “Chegavam para nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela. Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler. Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de firmar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
Moradores agora poderão lucrar com as culturas no Cafundó (Foto: Mayco Geretti/G1)
Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercialização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existiam apenas pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá, para que eles trabalhem no que é nosso.”
Mayco Geretti
Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Regina Pereira - Uma das lideres da Comunidade Quilombo do Cafundó - Foto: Adriano Vincler
Veja o vídeo do G1 Sorocaba/TV Tem - Clique aqui!

José Baccarin - Superintendente do Incra SP - Foto: Adriano Vincler
 
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR O TAMANHO!





______________________________________________________

Sempre acreditei na história e na justiça, esse sempre será meu ideal, acreditar que podemos, que seremos, que vencemos e venceremos sempre, o futuro é nosso. Salve o maior Deus, Jesus Cristo seu filho. Parabéns Cafundó, uma luta histórica e sofrida, como é a nossa luta, histórica e sofrida, mas não desistimos nunca. 
Por Adriano Vincler de Campos



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Arquivo

Top 10 - Fatos e acontecimentos